O índice de correção monetária traz impactos importantes no planejamento financeiro. Veja quais são os principais tipos e suas diferenças!

Índice de correção monetária: conheça os tipos e diferenças a longo prazo

Ao assinar um contrato que tenha compromissos longos de pagamento, como os empréstimos, é comum que ele tenha uma cláusula de reajuste para atualizar os valores. Para isso, ela indica um índice de correção monetária que será utilizado para o cálculo do novo valor.

Porém, não confunda com juros, o qual compensa a instituição por um empréstimo dinheiro ou por um atraso de pagamento; já a correção monetária, corrige o valor da moeda de acordo com sua atualização.

No entanto, existem diversos tipos de índices que podem ser utilizados, mas nem sempre as pessoas entendem o que muda entre eles e de que maneira eles podem impactar o orçamento, principalmente quando se trata do mercado imobiliário

Diante disso, preparamos um conteúdo incrível sobre o assunto. Continue a leitura para conhecer os principais índices de correção monetária e entenda como eles funcionam!

IGP-M

Esse é o Índice Geral de Preços do Mercado, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é formado com base na variação de preços no atacado para produtores, no varejo para consumidores e na construção civil, atualizado mensalmente. Ele é o principal índice utilizado em contratos de aluguel, mas também pode ser usado em outros tipos de contrato. 

Com o objetivo de ajudar a identificar os impactos que cada índice de correção monetária traz para o seu bolso, fizemos uma simulação. Imagine que você tem um contrato firmado em abril de 2019, com parcela de R$ 1.000.

Para calcular o reajuste da parcela que venceu em abril de 2020, é preciso consultar a tabela de reajustes para ver o índice acumulado e o percentual correspondente. Depois, o cálculo é bem simples. Veja só: 

  • valor em abril de 2019: 1.000;
  • IGP-M acumulado em março/2020: 6,817840 %;
  • cálculo do aumento: 1.000 x 6,817840% = 68,18;
  • valor em abril de 2020: 1.000 + 68,18 = R$ 1.068,18.

IPCA

O Índice de Preço ao Consumidor Amplo é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado mensalmente. Ele se baseia na variação de preço dos 400 itens mais utilizados pelas famílias que tenham renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos.

Conhecido por definir a inflação do país, ele pode ser usado em diversos tipos de contrato e é bastante comum em investimentos. Para entender os impactos que ele pode trazer, confira um exemplo baseado nos mesmos dados citados anteriormente: 

  • valor em abril de 2019: 1.000;
  • IPCA acumulado em março/2020: 3,302960 %;
  • cálculo do aumento: 1.000 x 3,302960 = 33,03;
  • valor em abril de 2020: 1.000 + 33,03 = R$ 1.033,03.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor também é calculado pelo IBGE, com divulgação mensal. Nesse caso, ele considera os mesmos critérios do IPCA, alterando apenas a faixa de renda familiar. Aqui, o objetivo é verificar os impactos dos preços para famílias de baixa renda (rendimento entre 1 e 5 salários mínimos). Confira como é feito o cálculo: 

  • valor em abril de 2019: 1.000;
  • INPC acumulado em março/2020: 3,312310 %;
  • cálculo do aumento: 1.000 x 3,312310 % = 33,12;
  • valor em abril de 2020: 1.000 + 33,12 = R$ 1.033,12.

INCC

Calculado pelo IBRE/FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção se baseia na variação média de preços na construção civil, com base na dinâmica de custos de 7 capitais brasileiras. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Por causa disso, ele é bastante utilizado nos contratos de compra de imóveis na planta e financiamentos bancários. Veja um exemplo de cálculo: 

  • valor em abril de 2019: 1.000
  • INCC acumulado em março/2020: 4,2267%
  • cálculo do aumento: 1.000 x 4,2267% = 42,27;
  • valor em abril de 2020: 1.000 + 42,27 = R$ 1.042,27.

TR

A Taxa Referencial foi criada para combater a hiperinflação e serve como um indicador geral da economia brasileira. Assim, ela é utilizada em diversos tipos de investimentos e contratos, como os empréstimos e financiamentos. Ela se baseia nas taxas de juros Letras do Tesouro Nacional (LTN). No entanto, desde o final de 2017 a TR está zerada, então não há reajuste de valor. 

Para ajudar, o Banco Central disponibiliza a calculadora do cidadão, que permite simular os reajustes com diferentes índices. Dessa maneira, fica mais fácil acompanhar as mudanças e se planejar em relação aos impactos que eles podem trazer para o orçamento. 

Conseguiu entender como funciona o índice de correção monetária e como os diferentes tipos podem impactar os contratos? Agora ficará mais fácil avaliar as cláusulas de reajustes nos contratos para garantir o melhor planejamento financeiro.

Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre o assunto, compartilhe com a gente nos comentários!

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Scroll to top